O Pote de Garotas-Borboletas
Cidade de Pedras, Fevereiro de 2001...
Gmonos, fadas, bruxos, princesas, o fim?
Do carnaval, faltava algo em mim...
Lugar? Qualquer um...
Companhias, eu sempre esqueci...
Andei sozinha nos paralelepípedos daqui,
Olhei pro céu, favos de mel, e sorri...
Ponte de Cora me conte á história?
História de Princesas e Palhaços
Palhaços corriam atrás de mim,
História de medos e memórias,
Memórias que eu perdi...
No moinho de ventos,
Catarro voa no cata-vento
Hoje ainda é Carnaval,
E se for pra falar mal,
Não quero saber o que falam de mim!
Solte-me se você for capaz, sem laços,
Sou uma menina pronta pra errar,
Aos meus catorze anos despertar...
Estou rodeada de amigas e intrigas,
Sou mimada, antipática e convencida,
Sou linda, cabelos ao vento; momentos!
Não levo você a sério, é seu, o mérito!
Posso guardar segredos, porque não?
Segredos dessa minha irritação...
E pra minhas amigas eu vou gritar,
Tudo que eu nunca declarei...,
Elas são cúmplices de que chorei!
Quando de mim, rirem sem parar!
E por isso, tenho todas as amigas,
Vacas, legais, sinceras, chatas,
Casuais, anormais, enroladas,
Amigas gays, amigas de lei,
Mandonas, xeretas, interesseiras,
Melhores amigas; amigas do peito;
Amigas irmãs, e do ‘Esqueleto’...
Amigas de shows, amigas de farras,
Amigas caladas, amigas matracas,
Sem-vergonha algumas amigas,
Amigas que passam vergonha...
Amigas de infância, amigas...
Amigas do Colégio, das feiras...
Tenho as amigas, de todas, ás cores,
Amigas Pervas, Amigas Freiras...
Amigas só por um minuto, amigas,
Amigas para sempre, Meninas...
Juntas, temos todos os humores!
Amigas de longe, saudades...
São Paulo, Califórnia e Japão!
Meninas malucas comigo a voar
Salto de para-quedas,
Ou pra ilha de Madagascar!
Meninas, amigas, unidas,
Guardam segredos milenares,
Quer guerra? Estão munidas...
São donas dos sete mares...
Meninas, amigas, pra sempre!
Falsidade, intrigas, interesses?
Com pseudo-amigas se aprende,
Qual o ridículo jogo de poderes!
Feriado, carona, convites?
Esquecimento e ocupação,
Quando se precisa de uma mão?!
Não servem nem pra corrimão...
São Piratas no Mar do Coração,
Vão guerriar á naufragar...
Enquanto você se perde na emoção!
E o mundo gira sem parar,
Num piscar de olhos á aquarelar...
Dias coloridos, filmes e violão,
‘Make love, not make war’,
Piratas lutarão por raiva, suor!
E vocês brindam taças de rum,
Sem deixar o relógio parar,
Alguém coça e solta pum?
Quem? Amigas do coração!
Garotas-borboletas em evolução!
Já dizia minha prima; ‘carrerão...’
E você ri e se diverte na escuridão
Do quarto ao lado o cheiro ruim,
Bom Ar, não faz nenhum clarão!
No outro dia negar, é dizer; sim!
Dos duelos reais a ficção,
As conquistas antigas, coração,
Cavalos alados, poeira cósmica,
Meninas á flutuar...
Pelo jardim, ladeiras, montanhas,
Pulam das camas e voam breve,
São donas de mistérios alegres!
Na vida, destino, sonhos de papel,
Crescem, guardam as artemanhas,
São sempre meninas, que dançam ao léu.
São donas da sorte, do tempo,
Meninas diferentes, Meninas...
Garotas que voam sem medo,
Garotas que vivem o minuto, momento!
E sonham com fogueiras e acalentos?
Na noite de estrelas em dia frio,
Na Cidade de poucos amores reais,
Cidade de magias, coisas sobrenaturais!
Na canção de todos os humores,
O que mais gosto? Rumores...
Das brigas que eu perdi,
Dos sonhos que deixei partir...
Do tempo do esconde-esconde?
Dos beijos que eu vou pedir,
Sonhos em que te escondi,
Desenhos em que te pedi,
Pra voar comigo bem alto,
Não precisa ser um Conde!
Só quero brincar de tirar o salto!
Não iludo com casamentos,
Flores, e outros entreterimentos!
Não busco a sorte solta no vento,
Não fui eu que seu coração, parti!
Venha, não tenha medo...
Há aqui sentimentos puros de menina,
Elas, não são todas verdadeiras amigas,
Mas Garotas, não gostam de inimigas!
Venha, traga a lenha, me dê sua mão?
Vou te contar segredos, é, eu prometi!
Mas por favor, não vá rir de mim...
Venha, qual o seu problema?
Não sei como canibalizar...
Não serei Pirata, não sou eu sem mim!
Mundo feminino não é confuso assim!
Sáia logo desse tempo, dilema...
A vida é mais bonita quando se pode voar,
Esqueça, aqui já não há problemas,
Apenas há uma história pra desenhar!
Garotas-Borboletas que cresceram,
São Meninas com sentimentos ao ar,
Dividem os sonhos com os que venceram,
Garotos-Borboletas que não tem medo de amar!
No livro aberto, um diário a rabiscar...
Quando criança se fez a aquarelar,
Sonhos que nunca vão desbotar,
Sentimentos da Menina, pelo ar...
‘Sorria de que adianta chorar?’
Há moinho de ventos, momentos,
Brigas, vencidas e esquecidas...
Brigas, perdidas e aprisionadas...
Nas linhas, que ela pôde escrever,
Mochilas nas costas, aventura e ação,
A liberdade conquistada,
Idade, cata-ventos e discontração,
No mundo do faz de conta...
Viveu a utopia do realismo,
E nas páginas do Livro Aberto;
Correr e viver é preciso...
Enquanto Julie escreve devagar...
Ali sentada debaixo do pomar!
Trechos de um destino singular...
Das trilhas e potes de conservas...
Garotas-Borboletas, não são em vão!
E após, alguém abrir o pote de conservas,
Garotos-Borboletas, ás conquistarão...
Aloha!
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